Sunday, September 11, 2011

Excluído Justamente

Excluído Justamente
(Elinando F.)

Estou sendo expulso, estou me sentido fora, fora-da-lei por ser contra a norma soberana e envaidecida, pois quem diria: Eu agora sendo interlocutor de absurdos, de uma doutrina pseudo-teórica para ovelhas desnutridas. Vou apenas ser sincero, sem palavras, pois com poucas armas armo o meu divórcio, quem quiser me ouvir, vou apenas cantar estranho para que ninguém me abrace ou entenda, e quem queira me ouvir, não vai precisar me ouvir, estará apenas presenciando...

Friday, August 26, 2011

Discerto

Discerto
(Elinando F.)

O que dizer do que dizer? Declaro o dia-à-dia em não-palavras, eu nunca estive tão inspirado em não escrever mais nada: Tenho um silencio acolhedor, tenho um silêncio amortecedor. Nossa língua portuguesa varia e eu desatualizado, na rigidez eterna de um corpo inda jovem, sou honesto perante os outros, que eles vivam novamente o passado, e na arquitetura da paisagem vertical, sejam criadores do futuro, de um seguro mais confiável que o nosso, pois bem vos digo: "Eu ainda não sei mexer nessas coisas..."

Monday, May 09, 2011

Máscara de Ossos

Máscara de Ossos
(Elinando F.)

Não ter a coragem, largar a imagem e engolir os olhos, cair de mãos a cabeça e cuspir miolos de vermes pensantes. Eis que no auge ou na falta do fôlego, mesmo quando a desculpa mais esfarrapada perde a sinceridade da palavra, deixa a carta ainda em branco, sem uma justificativa certa. Teu sangue fresco, antes quente no teu peito do que lamacendo no vômito estilhaçado de tua boca.

- Filho da mãe! Por que você não me esperou?

Monday, March 28, 2011

Na Velocidade Do Som

Na Velocidade Do Som
(Elinando F.)

A música lenta leva à magia do caminhar calmo, à estaticidade das áreas pouco iluminadas, à solidão da noite, como se assim a música fosse...
A música rápida leva à magia dos passos rápidos, à velocidade dos carros em movimento, à lentidão das pessoas mal-condicionadas, ultrapassadas, e à chegada ao ponto de partida, como se assim vencedor eu fosse.

- Devemos dançar conforme ouvimos.

Monday, February 28, 2011

Paisagem de Luto

Paisagem de Luto
(Elinando F.)

O respiro na noite foi longo, eu nem vi a Lua dah a Luz nem o ceu lacrimejar. Eu estava voando e os pes pedalando apressados. A lanterna guiava e naturalmente, foi-se a sensacao de perigo. Eu estava longe, bem perto de onde queria chegar, as horas passando rapido, eu nem vi o tempo pensar. Eu sai um pouco para contemplar a paisagem de luto: O mar na brisa, o silencio no Verde...

Tuesday, February 01, 2011

Sonho do Meio-Dia

Sonho do Meio-Dia
(Elinando F.)

Morta na calcada a crianca dorme
Inerte aos olhos frios e calculistas
Apressados desviando dos seus membros
No perigo da ressurreicao de um pisoteio

O retrato poetico dos meio-dias
Eh um sono profundo no teatro do centro
Onde se encontram todas as faces anonimas
Perante o resumo de nossa indiferenca

Eis que esqueci para onde eu ia
Agora perdido me encontro na multidao
Esta eh a cidade que eu terminei de crescer
Esta eh a crianca que eu poderia Ser!

Saturday, September 18, 2010

O Relevo das Nuvens

O Relevo das Nuvens
(Elinando F.)

No pólo branco não há vida
É tudo frio e com pouco oxigênio
As elevações são baixas, algumas suspensas
Deixando buracos, fossas de céu azul

No pólo branco só se vai voando
Não há nada a se fazer a não ser contemplar
Os pássaros nas profundezas nadando
São os condores que ninguém consegue pescar

A distância de ver o detalhe de perto
É a graça de esperar o fim insano
Quando na hora de ver o chão se derretendo
Um temporal exibe a imagem do mundo!