Thursday, April 26, 2007

O Túnel do Tempo

O Túnel do Tempo
(Elinando F.)

As montanhas azuis, os céus verdes e as rochas lascadas. Derrubaram os muros e só restaram algumas paredes, para que os sorrisos pudessem trafegar entre as vertentes onde o rio deixou de passar, enquanto do alto, ficamos a espiar outra paisagem.
O vento ardeu nos olhos, e as memórias fizeram do tempo algo esquecido, imagens distantes, um mundo destruído e reconstruído para algo mais amplo, quando antes sempre esteve ali. Assim foi o que é, um caminho sem volta, palavras na boca cheias de significado e pouca esperança pra se dizer.
Chegado o momento esperado, a poeira se sente no ar mas não se vê, são ares mais puros de se ter, é um pedaço de atmosfera restante, e semblantes extintos e desconcentrados, onde a informação excluiu mais um universo de saber. Aí vem a despedida e vamos embora, enquanto as coisas hão de ficar no mesmo lugar, produzindo para construir algo novo, acompanhando outro caminho que se abre pro mesmo lugar.

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